sábado, 14 de maio de 2016


"Porque a memória da dor da ferida antiga amenizou-se, compreende? Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e pra sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora l-a-t-e-j-e louca nos dias de chuva."

quarta-feira, 23 de março de 2016


A escrita vem até mim como um animal selvagem enjaulado há tanto tempo que, quando me aproximo da grade e ele, sem hesitar, me permite um afago sutil; volto a me questionar no porquê de tê-lo aprisionado. Em meio a troca de carinho, assustada, percebo que gosto, mas quando seu olhar sugestivo encontra o meu é que me afasto mais uma vez: ainda não estamos prontos.

Poesia cotidiana.




O meu amor fala
mansinho
todo dia eu te amo 
todo dia o dia inteiro ele diz
eu te amo.
É a mesma frase sempre 
e nunca é igual.
E todo dia eu conto os dias pra
ver nos seus olhos ele me vendo vê-lo
um dentro do olhar um do outro.
Todo dia o dia inteiro eu digo
eu te amo
e nunca é igual.