quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Give up the ghost.


Contemplo teu rosto e ele é mais familiar que o meu próprio. Não sei como explicar esse sentimento de lar que vem de ti. Por uma vida inteira eu abracei um sentimento de inadequação ao mundo que só inexistiu depois de você. E ainda que milhas e milhas, e outros tantos oceanos separem nós dois, nada me faz sentir tão parte do mundo quanto saber que você também existe nele.

Sei que te chamo pepê, por vezes te chamo amor, e é tão raro… Mas eu amo o som do teu nome ecoando pelos cantos da casa quando estou sozinha. Eu amo o som do teu nome escapando da minha boca quando me permito dizer em voz alta.

Te trato como um segredo, mas está escancarado no meu semblante cansado de saudade que eu encontrei o amor mais bonito do mundo. E eu te amo tão bonito, tão bonito… Te amo com a paz de ser suficiente te amar e só. Nada mais, amor, nada menos.

Meu coração é porta aberta que traça um caminho até o teu. O teu amor toca em mim em qualquer lugar que eu vou. A distancia não impede meu amor de te encontrar, e eu peço a Deus em oração que você sinta todo o sossego e a calmaria que tua vida sopra sobre a minha.

Ha tantas músicas e tantos poemas que eu poderia citar pra demonstrar só um pouquinho da imensidão que eu sou por ti, mas hoje não, hoje não tem poesia e nem melodia. Hoje só tem eu, nua, crua, velando teu sono, teu sonho, aconchegando minha alma do lado da tua e pedindo a Deus pra abençoar a tua vida, o nosso amor, meu amor.

Te chamo pelo nome que te pertence: te chamo amor, e não é tão raro.

Calma, alma. 



Da tua eterna, Amanda.

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