sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Your silver lining the clouds.


Harry,

Em quantas vidas cabe o nosso amor?

Eu poderia virar um dicionário de trás pra frente procurando palavras suficientes pra escrever algo pra você, eu posso procurar doutrinas, crenças, filosofias, conceitos de o amor da sua vida, alma gêmea, reencarnação, ou qualquer outra coisa onde eu pudesse encaixar esse sentimento. Hoje eu te escrevo pra te contar que eu não sei mais escrever. Eu te escrevo pra contar que eu não sei mais pensar você e eu, e que a palavra não me é mais suficiente, mesmo que eu te escreva, ainda que eu te escreva, agora, sempre.

Sentir saudades tuas é querer enfiar as unhas no peito e arrancar o coração pra fora. Não faria diferença, eu olharia para ele na palma da minha mão e sei que ele continuaria sentindo tua falta. A saudade é dentro e fora. Como é possível que você esteja em todo lugar e não esteja em lugar nenhum?

A mente e os dedos se embolam numa necessidade, penso em você e o punho coça, o dedo chora, a mente implora, os dois se conectam e eu te escrevo como quem sangra, eu te amo como quem enlouquece, mas eu não choro, eu gargalho. Te amar é a minha loucura.

Eu ousei, você sorriu pra mim e eu ousei querer você. Do alto da minha insanidade eu decidi que era você quem eu esperava, do alto da minha sanidade eu decidi que você me esperava também. Do alto da minha lucidez, a sanidade confirmou a loucura.

Eu quero morrer da loucura que é amar você. E eu vou morrer rindo, eu vou morrer gargalhando, que dói a barriga, mas acalma o coração.  

Enlouquecida; eu vou te enlouquecer. 

Me espera.

Inferno na vida é viver longe de você.    

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